Pelos atos se conhece as pessoas, uma verdade que transcende classes sociais e políticas.
Por mais de 25 anos, trabalhei em empresas multinacionais americanas e morei nos Estados Unidos com um visto L-1 (de trabalho) por quase dois anos. Conheço a sociedade americana, trabalhadora, honesta e lutadora. Vi empresas americanas sucumbirem por não poderem competir com empresas francesas no resto do mundo, por se negarem a pagar propinas. As leis americanas são muito rígidas. Se comprovado o pagamento de propinas em qualquer parte do mundo, a empresa americana pode enfrentar cadeia para o Chief Executive Officer e membros da Junta, toda a diretoria da filial no país onde o fato ocorreu, a suspensão da venda das ações na bolsa, multas, além de pagamentos milionários a advogados nos Estados Unidos.
Nesse ambiente, me desenvolvi profissionalmente, sendo treinada para a não corrupção. Acompanho de perto o que acontece no Brasil e como, por décadas, a corrupção tem empurrado nosso povo para a miséria, causando fome, ignorância e falta de saneamento básico, segurança e educação. Quese a metade da população é forçada a viver de bolsa família, por causa dela, a corrupção. Manter o povo ignorante e pobre é o sonho de todo socialista. Eles geram votos sem questionar.
A esposa do ministro sancionado pela lei magnitzky, ha 5 meses, que o Presidente Trump retirou a sanção de ambos ontem, ganha 129 milhões de reais para "representar o Banco Master, conforme matéria da CNN Brasil, que detalha as responsabilidades no contrato assinado: "defender as causas do Banco ante o Banco Central, na Receita Federal, no Congresso, Ministerio Público, Policia Judiciária, Poder Judiciário(Policia Federal), Receita Federal, Procuradoria da Fazenda Nacional, Conselho Administrativo de Defesa Econômica e no Legislativo.
O valor do contrato é assustador para a realidade brasileira, comparável apenas ao que recebem jogadores de futebol brasileiros de grandes equipes. Posso assegurar que nenhum advogado brasileiro se forma pensando que terá acesso a tanto dinheiro por meio de trabalho honesto.
O Presidente do Brasil, com o qual o Presidente Trump negociou a retirada das sançoes, foi condenado em três instâncias por vários crimes e logo descondenado (palavra inventada às pressas especificamente para esse caso; nunca antes na história do país havia acontecido algo assim). Mas aí, pensamos: bom, é Brasil. A corrupção corre solta, desenfreada, alcança todos os poderes, inclusive o Judiciário. Um Congresso que se vende por 30 moedas de prata (maioria de centro), e se o povo aceita viver na miséria vendo tudo isso e deixa passar: “viva a democracia!".
A minha tristeza e decepção não vêm daí. Já estamos acostumados a isso, afinal, é Brasil. Por algo somos pobres e subjugados. Minha tristeza vem da decepção com o governo dos Estados Unidos, que, para iniciar uma negociação com o corrupto presidente brasileiro, sancionou um ministro da Suprema Corte por violação de direitos humanos, e depois suspendeu a sanção com uma comunicação simples, quase corriqueira: “As sanções foram suspensas por interesses do Estado americano, além de que a “anistia aos presos já estava em andamento", o que não é verdade. O que passou pelo Congresso foi uma diminuição de pena, ja aprovado pelo Presidente Lula e STF, não uma anistia, e seus assessores o sabem. O Presidente Trump não se importou com os direitos humanos sendo violados, presos políticos condenados por crimes inexistentes, centenas de exilados políticos, incluindo jornalistas, pessoas mortas por falta de atendimento na cadeia. A única intenção de toda essa perseguição da direita conservadora no Brasil com esses processos mequetrefes, frankstenianos, tem sido simplesmente excluir conservadores do jogo político, por não roubar e não deixar roubar. Então, a conclusão, Sr. Trump, é que os interesses do Estado americano estão acima da ética e dos valores do povo americano? Pelo que conheço do povo americano, eles não colocariam seus interesses sobre a ética e a moral, mas escolheram um presidente que sim, o faria? Se sim, então o povo americano se equivocou com o senhor? Essa é a pergunta que fica.
Rutilea Provete
Formada em Auditoria e Finanças e estudante de Jornalismo
No hay comentarios:
Publicar un comentario