Por Mauro Rogerio - Cel Av R1 FAB || Presidente MBF || Moves
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Hoje, vejo nossas instituições em frangalhos, e meu peito
arde com o dever de alertar: não podemos ficar inertes diante das injustiças e
hipocrisias que corroem o Brasil. Nosso estatuto nos guia para uma direita
unida e ética, aberta a todos que buscam transparência, soberania e valores
eternos. Vamos nos guiar pela verdade, não por narrativas polarizadas. Usemos a
Teoria dos Jogos para analisar: Massa – o volume de vozes patrióticas; Energia
– a paixão que move corações; e Coordenação – a estratégia que une forças. Aqui
vai uma reflexão profunda, para tocar sua alma e impulsionar ação.
I. A Divergência que Revela a Verdade
No julgamento da trama do "suposto golpe que não
ocorreu", o ministro Luiz Fux abriu uma divergência crucial, votando pela
absolvição de réus no núcleo de desinformação, questionando a
desproporcionalidade das penas e o rigor processual. Essa voz isolada no STF
ecoa o que sentimos: decisões que parecem mais vingança que justiça, ignorando
carreiras ilibadas de militares e criando precedentes perigosos. Quando o voto
de Fux é desrespeitado pelos próprios pares, fica claro que o princípio democrático
supostamente defendido é ultrajado mais uma vez. Um julgamento dessa magnitude,
se pelo STF, não poderia ser confinado ao beco de uma turma – no mínimo, o
plenário, para garantir transparência e equilíbrio. Como defender instituições
que se dobram à hipocrisia, rasgando a Constituição a olhos vistos?
II. Erros do Passado que Alimentam o Presente
A liderança de Bolsonaro foi dúbia e omissa quanto à
desmobilização nos quartéis, o que poderia ter permitido uma organização mais
efetiva da oposição na janela de 2023 a 2026. E estamos pagando muito caro por
essa omissão. Contudo, ao tempo em que se faz necessário reconhecer os
equívocos do passado, isso não dá ao STF um salvo-conduto para violar
princípios basilares da Carta Magna. Energia desperdiçada em brigas internas só
fortalece o adversário – uma lição amarga da Teoria dos Jogos.
III. O Governo e o STF: Uma Aliança de Conveniência?
Vejam a desproporcionalidade flagrante: penas de 27 anos
para conspiração, comparáveis a crimes hediondos como assassinatos ou tráfico,
enquanto escândalos como Mensalão e Lava Jato viram páginas viradas com
indulgências seletivas. O STF, com decisões unânimes que ignoram equilíbrio,
parece mais ferramenta política que guardião da Constituição – um tribunal ad
hoc e de exceção, que rasga a Carta Magna diante de todos. Criticar isso é
defender a imparcialidade que Fux invocou em sua divergência. Onde estaria a
justiça quando instituições se fragilizam por agendas partidárias, priorizando
narrativas sobre o bem comum? Não seria o caso de questionar se o real golpe de
Estado não teria sido dado em nome da defesa de um suposto estado democrático
de direito, que de fato poderia não existir? E sequer o princípio republicano,
dada a cultura de barganhas fisiológicas e patrimonialistas que implodem sob um
orçamento impositivo? Se o STF transformasse o palco em arena de exceções, não
caberia convocar uma nova constituinte para restaurar a soberania do povo e o
equilíbrio dos poderes? Paradoxalmente, aceitar ser julgado pela Segunda Turma,
quando todo o circo já estaria montado, não teria sido um erro na medida em que
se legitimaria a guilhotina do algoz? Essas reflexões, irrefutáveis e
fundamentadas, convidam os próprios ministros a ponderar, pois comandam também
o TSE e detêm o poder de vetar iniciativas cívicas – mas críticas contundentes,
quando inteligentes, fomentam o debate essencial para a democracia.
IV. Fragmentação da Direita: O Dilema do Prisioneiro
Eduardo Bolsonaro ataca Tarcísio de Freitas, chamando-o de
"candidato do sistema" e criando divisões que pavimentam a reeleição
de Lula em 2026. Na Teoria dos Jogos, isso é o dilema do prisioneiro: cada um
busca ganho individual, mas todos perdem coletivamente. Nossa Massa é imensa,
mas sem Coordenação, a Energia se dissipa em likes vazios e retórica estéril.
Políticos prometem anistia por curtidas, sabendo que é mera ilusão – zero
chance real no Congresso, onde cada qual está preocupado apenas em salvar seu
mandato em 2026, sem coordenação real. E isso enfraquece porque mantém o povo
iludido sob o pretexto de uma anistia que sequer seria pautada por um líder da
Câmara como Hugo Motta, que rompeu com líderes do PT e do PL após atritos sobre
projetos de lei, reorganizando um bloco parlamentar de 275 deputados com siglas
como União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB/Cidadania e Podemos – um
movimento que isola extremos, mas covardemente não cumpre promessas anteriores,
com escândalos familiares que facilmente poderiam servir de coação e chantagem
de outro poder ao abrir gavetas mal guardadas. Um presidente da Câmara fraco
que pode ser coagido é garantia de não haver independência entre os Poderes.
V. O Bloco de Mota: Isolamento ou Oportunidade?
Hugo Motta forma um bloco de 275 deputados, isolando PT e
PL, com siglas como União Brasil, PP, PSD, Republicanos e MDB. Isso expõe o
Centrão se reorganizando, mas também a anistia como mera ilusão – sem efeito
real, só retórica para engajar bases. Aqui, a Coordenação vence: enquanto uns
se dividem, outros unem forças para ditar o jogo. Precisamos aprender – Massa
sem estratégia é só barulho, Energia sem foco é fútil. Considerando os
protagonistas como participantes egoístas e não cooperativos – Eduardo Bolsonaro
priorizando ataques pessoais; Tarcísio de Freitas focando em sua imagem
moderada; o PL de Valdemar da Costa Neto buscando maximizar cadeiras para fundo
partidário e tempo de TV; e os partidos do Centrão (PP, Republicanos, MDB, PSD,
União Brasil) negociando alianças oportunistas –, vemos um Equilíbrio de Nash
onde cada um escolhe o melhor para si, levando a um resultado subótimo para a
direita como um todo. Em um jogo de soma zero, o ganho de um partido em
deputados federais significa perda para outros, incentivando a não cooperação e
fragmentando esforços coletivos.
VI. Ameaças no Senado: Alcolumbre versus Messias
Alcolumbre ameaça barrar Jorge Messias no STF, cogitando
votação relâmpago com 60 votos contra, em retaliação ao governo Lula. Isso
expõe a sinuca de bico: poderes em guerra aberta, com o Legislativo desafiando
o Executivo, e possíveis interferências que fragilizam o equilíbrio
institucional. Se a política falisse nesse atrito constante, o STF legislaria
no vácuo? E quem garantiria os poderes constituídos, conforme o Artigo 142? Não
defendo intervenção militar – cogitá-la sempre foi uma excrescência. Eu sempre
defendi o engajamento cívico, de homens e mulheres que amam o Brasil e se
organizam como Sociedade Civil Organizada para o enfrentamento político sadio e
necessário. Fui punido pela FAB por opiniões nesse sentido, mas o tempo mostrou
que estava certo. Se um dia algo assim ocorresse, teria sido porque a sociedade
civil falhou em todas as instâncias – e isso não podemos permitir. O elo fraco
sistêmico reside nessas tensões: ressaltar as negociações de cargos, as ameaças
de rejeição e as alianças oportunistas entre oposição e Alcolumbre pode
intensificar o conflito, expondo a fragilidade da harmonia entre poderes.
VII. Injustiças que Clamam por Solidariedade
Prisões que ignoram histórico de serviço imaculado, como as
de generais com décadas de dedicação à pátria, ferem o coração de quem jurou à
bandeira. Como oficial da reserva, expresso solidariedade aos militares
afetados, reconhecendo seu espírito de corpo e contribuições inestimáveis à
nação, sem anuir a qualquer ideal golpista ou suposta intervenção militar, que
sempre combati veementemente. Não é sobre lados: é sobre hipocrisia pura, onde
crimes contra a democracia seriam punidos com rigor seletivo, enquanto
corrupção sistêmica prosseguiria impune. Sinto isso na alma – como oficial, vi
o Brasil sangrar por divisões evitáveis. Hora de unir Energia para combater
isso com ações legais, cívicas e coordenadas, despertando a sociedade para
questionar tais desequilíbrios e fomentar uma reflexão coletiva sobre justiça
verdadeira.
VIII. A Luz no Fim do Túnel: União e Ação
A fragmentação pavimenta vitórias alheias, mas o MBF é a luz
verdadeira: coordene sua Massa, canalize Energia em workshops temáticos e
grupos de ação. Apoiaremos candidatos em 2026 de forma pluripartidária,
transformando frustração em movimento patriótico. Imagine um Brasil onde
meritocracia com equidade vence o assistencialismo vazio, soberania rejeita
submissão externa, e justiça é cega, não seletiva. Toque seu coração: não
inflamemos guerras – coordenemos para reconstruir com honra. Evite o dilema do
prisioneiro: una-se ao MBF, engaje nas Linhas de Ação Política, Mobilização e
Jurídica. Com a Teoria dos Jogos, vemos claro: Massa + Energia + Coordenação =
vitória inevitável. Não reclame – organize. Eu estou na linha de frente, pronto
para o dever. Pelo Brasil que merecemos, lutemos com honra inabalável.
Acredite: depende de nós!
Por Mauro Rogerio - Cel Av R1 FAB || Presidente MBF || Moves
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