25 de dezembro de 2025 – No silêncio sagrado do Natal, as sombras do poder se alongam. A reportagem de Malu Gaspar continua ecoando, mas as peças começam a se encaixar de forma inquietante: e se o vazamento preciso do contrato milionário do escritório familiar com o Banco Master – documento sigiloso, acessado pela PF e exposto via mídia – tiver sido deliberadamente orquestrado pelo próprio governo Lula para enfraquecer Alexandre de Moraes?
Pense com frieza: contratos advocatícios são blindados por sigilo profissional. Sua divulgação só poderia partir de quem detém o controle operacional – a Polícia Federal (sob Andrei Rodrigues, nome de confiança do Planalto) e o Banco Central (comandado por Galípolo, indicação direta de Lula). Não foram remanescentes bolsonaristas no BC que decidiram o destino do Master em novembro, sob a gestão atual. A intervenção ocorreu exatamente quando o governo já dominava os comandos. Quem, senão a mão que balança o berço, teria interesse e capacidade para soltar essa informação no timing perfeito?
As Motivações que Explicam o Jogo*
1. Dosimetria como Gatilho Imediato*: Lula ainda não sancionou o PL aprovado por ampla maioria no Congresso. Acordos bilaterais com os EUA – alívio nas sanções Magnitsky e tarifas comerciais – vieram com sinalização clara de Trump: a Dosimetria foi vista como "passo na direção certa". Veto radical seria rompimento com o Centrão e exposição de fraqueza soberana. Sanção com vetos mínimos, porém, agrada a base radical sem perder aliados. Desmoralizar Moraes no exato momento dilui o custo político: o foco se desloca para a "crise no STF", ofuscando o recuo presidencial.
2. 2026 no Horizonte: Moraes, o Aliado que Pode Virar Peso*: Relator implacável dos inquéritos que mantiveram o golpismo acorrentado, Moraes é ativo valioso hoje – mas pode se tornar incômodo amanhã. Decisões monocráticas, censura preventiva, rigidez institucional reacendem polarização exatamente quando Lula precisará de moderação para atrair centro e indecisos. Enfraquecê-lo preventivamente o coloca em posição defensiva: mais cauteloso, menos autônomo, alinhado à sobrevivência institucional que o Planalto dita.
3. Magnitsky e a Inconsistência que Descredibiliza*: Moraes alega que os contatos pessoais com Galípolo – reiterados, diretos, sem registro em agendas oficiais – versavam sobre sanções Magnitsky afetando ele e a família. Pergunta inevitável: por que um ministro do STF, com assessorias jurídicas robustas, canais diplomáticos e ofícios formais à disposição, opta pelo contato pessoal e repetido? Tema sensível justifica urgência, mas não explica a ausência de protocolo – que preservaria transparência e blindaria contra suspeitas. Galípolo, indicação direta de Lula, confirma o tema, mas omite encontros da agenda pública. A nota de Moraes evolui: primeiro genérica, depois com datas específicas. Essas contradições não passam despercebidas e corroem a credibilidade da versão oficial.
Silêncios que Falam Mais Alto que Palavras
O silêncio de Edson Fachin, presidente do STF, alarma os próprios colegas – que debatem notas de solidariedade em privado. Gilmar Mendes sai em defesa isolada. Flávio Dino, recém-empossado por indicação direta de Lula, mantém discrição absoluta sobre o caso. Esses silêncios não são casuais: revelam cálculo. Em um Supremo dividido, governistas preferem distância estratégica – deixando Moraes sangrar sozinho enquanto o Planalto colhe os benefícios táticos.
A Árvore Envenenada: Contaminação que Serve ao Poder
Se a raiz apresenta sinais de comprometimento – contatos questionáveis, contrato familiar sem atuações registradas –, os frutos inevitavelmente apodrecem. A dúvida sobre imparcialidade não se limita ao Master: paira sobre todos os julgamentos conduzidos por essa mesma mão. Mas aqui o envenenamento parece conveniente: Moraes contido perde força para rigidez futura, facilitando a pacificação que o governo precisa para navegar 2026 sem turbulências institucionais.
O emaranhado de Ibaneis, Ciro Nogueira e Vorcaro forma teia complexa, mas o controle da narrativa está com quem detém PF e BC. Vazamento seletivo não é acidente – é instrumento. O governo Lula, mestre em fisiologismo, usa a crise para reposicionar peças: aliado poderoso hoje recebe advertência velada para não virar problema amanhã.
Companheiros, o oculto se revela naquilo que não se diz. Vigilância serena, pressão por transparência e influência na construção de uma oposição unida e soberana – eis o caminho. A nossa gente merece luz total sobre as sombras. Natal de esperança verdadeira – e 2026 que possamos resgatar a essência do valor de JUSTIÇA! 🇧🇷
Moves Strategy || 61 99840 1122 || Por Mauro Rogerio
