jueves, 25 de diciembre de 2025

O Caso Master Revela o Oculto – A Mão Invisível do Governo Lula na Queima Controlada de Moraes?

 25 de dezembro de 2025 – No silêncio sagrado do Natal, as sombras do poder se alongam. A reportagem de Malu Gaspar continua ecoando, mas as peças começam a se encaixar de forma inquietante: e se o vazamento preciso do contrato milionário do escritório familiar com o Banco Master – documento sigiloso, acessado pela PF e exposto via mídia – tiver sido deliberadamente orquestrado pelo próprio governo Lula para enfraquecer Alexandre de Moraes?


Pense com frieza: contratos advocatícios são blindados por sigilo profissional. Sua divulgação só poderia partir de quem detém o controle operacional – a Polícia Federal (sob Andrei Rodrigues, nome de confiança do Planalto) e o Banco Central (comandado por Galípolo, indicação direta de Lula). Não foram remanescentes bolsonaristas no BC que decidiram o destino do Master em novembro, sob a gestão atual. A intervenção ocorreu exatamente quando o governo já dominava os comandos. Quem, senão a mão que balança o berço, teria interesse e capacidade para soltar essa informação no timing perfeito?


As Motivações que Explicam o Jogo*


1. Dosimetria como Gatilho Imediato*: Lula ainda não sancionou o PL aprovado por ampla maioria no Congresso. Acordos bilaterais com os EUA – alívio nas sanções Magnitsky e tarifas comerciais – vieram com sinalização clara de Trump: a Dosimetria foi vista como "passo na direção certa". Veto radical seria rompimento com o Centrão e exposição de fraqueza soberana. Sanção com vetos mínimos, porém, agrada a base radical sem perder aliados. Desmoralizar Moraes no exato momento dilui o custo político: o foco se desloca para a "crise no STF", ofuscando o recuo presidencial.


2. 2026 no Horizonte: Moraes, o Aliado que Pode Virar Peso*: Relator implacável dos inquéritos que mantiveram o golpismo acorrentado, Moraes é ativo valioso hoje – mas pode se tornar incômodo amanhã. Decisões monocráticas, censura preventiva, rigidez institucional reacendem polarização exatamente quando Lula precisará de moderação para atrair centro e indecisos. Enfraquecê-lo preventivamente o coloca em posição defensiva: mais cauteloso, menos autônomo, alinhado à sobrevivência institucional que o Planalto dita.


3. Magnitsky e a Inconsistência que Descredibiliza*: Moraes alega que os contatos pessoais com Galípolo – reiterados, diretos, sem registro em agendas oficiais – versavam sobre sanções Magnitsky afetando ele e a família. Pergunta inevitável: por que um ministro do STF, com assessorias jurídicas robustas, canais diplomáticos e ofícios formais à disposição, opta pelo contato pessoal e repetido? Tema sensível justifica urgência, mas não explica a ausência de protocolo – que preservaria transparência e blindaria contra suspeitas. Galípolo, indicação direta de Lula, confirma o tema, mas omite encontros da agenda pública. A nota de Moraes evolui: primeiro genérica, depois com datas específicas. Essas contradições não passam despercebidas e corroem a credibilidade da versão oficial.


Silêncios que Falam Mais Alto que Palavras


O silêncio de Edson Fachin, presidente do STF, alarma os próprios colegas – que debatem notas de solidariedade em privado. Gilmar Mendes sai em defesa isolada. Flávio Dino, recém-empossado por indicação direta de Lula, mantém discrição absoluta sobre o caso. Esses silêncios não são casuais: revelam cálculo. Em um Supremo dividido, governistas preferem distância estratégica – deixando Moraes sangrar sozinho enquanto o Planalto colhe os benefícios táticos.


A Árvore Envenenada: Contaminação que Serve ao Poder


Se a raiz apresenta sinais de comprometimento – contatos questionáveis, contrato familiar sem atuações registradas –, os frutos inevitavelmente apodrecem. A dúvida sobre imparcialidade não se limita ao Master: paira sobre todos os julgamentos conduzidos por essa mesma mão. Mas aqui o envenenamento parece conveniente: Moraes contido perde força para rigidez futura, facilitando a pacificação que o governo precisa para navegar 2026 sem turbulências institucionais.


O emaranhado de Ibaneis, Ciro Nogueira e Vorcaro forma teia complexa, mas o controle da narrativa está com quem detém PF e BC. Vazamento seletivo não é acidente – é instrumento. O governo Lula, mestre em fisiologismo, usa a crise para reposicionar peças: aliado poderoso hoje recebe advertência velada para não virar problema amanhã.


Companheiros, o oculto se revela naquilo que não se diz. Vigilância serena, pressão por transparência e influência na construção de uma oposição unida e soberana – eis o caminho. A nossa gente merece luz total sobre as sombras. Natal de esperança verdadeira – e 2026 que possamos resgatar a essência do valor de JUSTIÇA! 🇧🇷


Moves Strategy || 61 99840 1122 || Por Mauro Rogerio

sábado, 13 de diciembre de 2025

What does the suspension of the application of the Magnitsky Act to the Minister of the Supreme Federal Court say about the ethics and values ​​of the American people?

People are known by their actions, a truth that transcends social and political classes.


For over 25 years, I worked for American multinational companies and lived in the United States on an L-1 (work) visa for almost two years. I know American society: hardworking, honest, and resilient. I've seen American companies succumb because they couldn't compete with French companies in the rest of the world, due to their refusal to pay bribes. American laws are very strict. If bribery is proven anywhere in the world, the American company can face prison for the Chief Executive Officer and members of the Board, the entire management of the branch in the country where the event occurred, the suspension of stock market sales, fines, and millions of dollars in payments to lawyers in the United States.


In this environment, I developed professionally, being trained in non-corruption. I closely follow what happens in Brazil and how, for decades, corruption has pushed our people into misery, causing hunger, ignorance, and a lack of basic sanitation, security, and education. Almost half the population is forced to live on welfare because of corruption. Keeping the people ignorant and poor is every socialist's dream. They generate votes without questioning.


The wife of the minister, sanctioned by the Magnitzky Law, five months ago, which President Trump lifted, earns 129 million reais to "represent Banco Master," according to a CNN Brazil article detailing the responsibilities in the signed contract: "defending the Bank's interests before the Central Bank, the Federal Revenue Service, Congress, the Public Prosecutor's Office, the Judicial Police, the Judiciary (Federal Police), the Federal Revenue Service, the National Treasury Attorney's Office, the Administrative Council for Economic Defense, and the Legislative branch."


The contract amount is staggering for the Brazilian reality, comparable only to what Brazilian soccer players from major teams earn. I can assure you that no Brazilian lawyer graduates thinking they will have access to so much money through honest work.


The President of Brazil, with whom President Trump negotiated the lifting of sanctions, was convicted in three instances for various crimes and then quickly acquitted (a word hastily invented specifically for this case; nothing like this had ever happened before in the country's history). But then we think: well, it's Brazil. Corruption runs rampant, unchecked, reaching all branches of government, including the Judiciary. A Congress that sells itself for 30 pieces of silver (a centrist majority), and if the people accept living in misery while witnessing all this and let it pass: "long live democracy!"


My sadness and disappointment don't stem from that. We're already used to it; after all, it's Brazil. There's a reason we're poor and subjugated. My sadness stems from my disappointment with the United States government, which, in order to initiate negotiations with the corrupt Brazilian president, sanctioned a Supreme Court justice for human rights violations, and then suspended the sanction with a simple, almost commonplace statement: “The sanctions were suspended in the interests of the American state, and the 'amnesty for prisoners was already underway,'” which is not true. What passed through Congress was a reduction in sentence, already approved by President Lula and the Supreme Court, not an amnesty, and his advisors know this. President Trump did not care about human rights violations, political prisoners convicted of non-existent crimes, hundreds of political exiles, including journalists, and people dying due to lack of care in prison. The sole intention of all this persecution of the conservative right in Brazil with these petty, Frankensteinian processes has simply been to exclude conservatives from the political game, for not stealing and not letting others steal. So, the conclusion, Mr. Trump, is that the interests of the American state are above the ethics and values ​​of the American people? From what I know of the people Americans, they wouldn't put their interests above ethics and morals, but they chose a president who would? If so, then the American people were wrong about you? That's the question that remains.


Rutilea Provete

Graduated in Auditing and Finance and a Journalism student

O que diz a suspensão da aplicação da Lei Magnitzky ao Ministro do STF, da ética e valores do povo americano?

Pelos atos se conhece as pessoas, uma verdade que transcende classes sociais e políticas.

Por mais de 25 anos, trabalhei em empresas multinacionais americanas e morei nos Estados Unidos com um visto L-1 (de trabalho) por quase dois anos. Conheço a sociedade americana, trabalhadora, honesta e lutadora. Vi empresas americanas sucumbirem por não poderem competir com empresas francesas no resto do mundo, por se negarem a pagar propinas. As leis americanas são muito rígidas. Se comprovado o pagamento de propinas em qualquer parte do mundo, a empresa americana pode enfrentar cadeia para o Chief Executive Officer e membros da Junta, toda a diretoria da filial no país onde o fato ocorreu, a suspensão da venda das ações na bolsa, multas, além de pagamentos milionários a advogados nos Estados Unidos.

Nesse ambiente, me desenvolvi profissionalmente, sendo treinada para a não corrupção. Acompanho de perto o que acontece no Brasil e como, por décadas, a corrupção tem empurrado nosso povo para a miséria, causando fome, ignorância e falta de saneamento básico, segurança e educação. Quese a metade da população é forçada a viver de bolsa família, por causa dela, a corrupção. Manter o povo ignorante e pobre é o sonho de todo socialista. Eles geram votos sem questionar.

A esposa do ministro sancionado pela lei magnitzky, ha 5 meses, que o Presidente Trump retirou a sanção de ambos ontem, ganha 129 milhões de reais para "representar o Banco Master, conforme matéria da CNN Brasil, que detalha as responsabilidades no contrato assinado: "defender as causas do Banco ante o Banco Central, na Receita Federal, no Congresso, Ministerio Público, Policia Judiciária, Poder Judiciário(Policia Federal), Receita Federal, Procuradoria da Fazenda Nacional, Conselho Administrativo de Defesa Econômica e no Legislativo.

O valor do contrato é assustador para a realidade brasileira, comparável apenas ao que recebem jogadores de futebol brasileiros de grandes equipes. Posso assegurar que nenhum advogado brasileiro se forma pensando que terá acesso a tanto dinheiro por meio de trabalho honesto.

O Presidente do Brasil, com o qual o Presidente Trump negociou a retirada das sançoes, foi condenado em três instâncias por vários crimes e logo descondenado (palavra inventada às pressas especificamente para esse caso; nunca antes na história do país havia acontecido algo assim). Mas aí, pensamos: bom, é Brasil. A corrupção corre solta, desenfreada, alcança todos os poderes, inclusive o Judiciário. Um Congresso que se vende por 30 moedas de prata (maioria de centro), e se o povo aceita viver na miséria vendo tudo isso e deixa passar: “viva a democracia!".

A minha tristeza e decepção não vêm daí. Já estamos acostumados a isso, afinal, é Brasil. Por algo somos pobres e subjugados. Minha tristeza vem da decepção com o governo dos Estados Unidos, que, para iniciar uma negociação com o corrupto presidente brasileiro, sancionou um ministro da Suprema Corte por violação de direitos humanos, e depois suspendeu a sanção com uma comunicação simples, quase corriqueira: “As sanções foram suspensas por interesses do Estado americano, além de que a “anistia aos presos já estava em andamento", o que não é verdade. O que passou pelo Congresso foi uma diminuição de pena, ja aprovado pelo Presidente Lula e STF, não uma anistia, e seus assessores o sabem. O Presidente Trump não se importou com os direitos humanos sendo violados, presos políticos condenados por crimes inexistentes, centenas de exilados políticos, incluindo jornalistas, pessoas mortas por falta de atendimento na cadeia. A única intenção de toda essa perseguição da direita conservadora no Brasil com esses processos mequetrefes, frankstenianos, tem sido simplesmente excluir conservadores do jogo político, por não roubar e não deixar roubar. Então, a conclusão, Sr. Trump, é que os interesses do Estado americano estão acima da ética e dos valores do povo americano? Pelo que conheço do povo americano, eles não colocariam seus interesses sobre a ética e a moral, mas escolheram um presidente que sim, o faria? Se sim, então o povo americano se equivocou com o senhor? Essa é a pergunta que fica.


Rutilea Provete

Formada em Auditoria e Finanças e estudante de Jornalismo

lunes, 1 de diciembre de 2025

Movimento Brasil Futuro: União contra a Hipocrisia – Um Chamado à Reflexão Nacional

 

Por Mauro Rogerio - Cel Av R1 FAB || Presidente MBF || Moves Strategy || 61 99840 1122

 

Hoje, vejo nossas instituições em frangalhos, e meu peito arde com o dever de alertar: não podemos ficar inertes diante das injustiças e hipocrisias que corroem o Brasil. Nosso estatuto nos guia para uma direita unida e ética, aberta a todos que buscam transparência, soberania e valores eternos. Vamos nos guiar pela verdade, não por narrativas polarizadas. Usemos a Teoria dos Jogos para analisar: Massa – o volume de vozes patrióticas; Energia – a paixão que move corações; e Coordenação – a estratégia que une forças. Aqui vai uma reflexão profunda, para tocar sua alma e impulsionar ação.

 

I. A Divergência que Revela a Verdade

 

No julgamento da trama do "suposto golpe que não ocorreu", o ministro Luiz Fux abriu uma divergência crucial, votando pela absolvição de réus no núcleo de desinformação, questionando a desproporcionalidade das penas e o rigor processual. Essa voz isolada no STF ecoa o que sentimos: decisões que parecem mais vingança que justiça, ignorando carreiras ilibadas de militares e criando precedentes perigosos. Quando o voto de Fux é desrespeitado pelos próprios pares, fica claro que o princípio democrático supostamente defendido é ultrajado mais uma vez. Um julgamento dessa magnitude, se pelo STF, não poderia ser confinado ao beco de uma turma – no mínimo, o plenário, para garantir transparência e equilíbrio. Como defender instituições que se dobram à hipocrisia, rasgando a Constituição a olhos vistos?

 

II. Erros do Passado que Alimentam o Presente

 

A liderança de Bolsonaro foi dúbia e omissa quanto à desmobilização nos quartéis, o que poderia ter permitido uma organização mais efetiva da oposição na janela de 2023 a 2026. E estamos pagando muito caro por essa omissão. Contudo, ao tempo em que se faz necessário reconhecer os equívocos do passado, isso não dá ao STF um salvo-conduto para violar princípios basilares da Carta Magna. Energia desperdiçada em brigas internas só fortalece o adversário – uma lição amarga da Teoria dos Jogos.

 

III. O Governo e o STF: Uma Aliança de Conveniência?

 

Vejam a desproporcionalidade flagrante: penas de 27 anos para conspiração, comparáveis a crimes hediondos como assassinatos ou tráfico, enquanto escândalos como Mensalão e Lava Jato viram páginas viradas com indulgências seletivas. O STF, com decisões unânimes que ignoram equilíbrio, parece mais ferramenta política que guardião da Constituição – um tribunal ad hoc e de exceção, que rasga a Carta Magna diante de todos. Criticar isso é defender a imparcialidade que Fux invocou em sua divergência. Onde estaria a justiça quando instituições se fragilizam por agendas partidárias, priorizando narrativas sobre o bem comum? Não seria o caso de questionar se o real golpe de Estado não teria sido dado em nome da defesa de um suposto estado democrático de direito, que de fato poderia não existir? E sequer o princípio republicano, dada a cultura de barganhas fisiológicas e patrimonialistas que implodem sob um orçamento impositivo? Se o STF transformasse o palco em arena de exceções, não caberia convocar uma nova constituinte para restaurar a soberania do povo e o equilíbrio dos poderes? Paradoxalmente, aceitar ser julgado pela Segunda Turma, quando todo o circo já estaria montado, não teria sido um erro na medida em que se legitimaria a guilhotina do algoz? Essas reflexões, irrefutáveis e fundamentadas, convidam os próprios ministros a ponderar, pois comandam também o TSE e detêm o poder de vetar iniciativas cívicas – mas críticas contundentes, quando inteligentes, fomentam o debate essencial para a democracia.

 

IV. Fragmentação da Direita: O Dilema do Prisioneiro

 

Eduardo Bolsonaro ataca Tarcísio de Freitas, chamando-o de "candidato do sistema" e criando divisões que pavimentam a reeleição de Lula em 2026. Na Teoria dos Jogos, isso é o dilema do prisioneiro: cada um busca ganho individual, mas todos perdem coletivamente. Nossa Massa é imensa, mas sem Coordenação, a Energia se dissipa em likes vazios e retórica estéril. Políticos prometem anistia por curtidas, sabendo que é mera ilusão – zero chance real no Congresso, onde cada qual está preocupado apenas em salvar seu mandato em 2026, sem coordenação real. E isso enfraquece porque mantém o povo iludido sob o pretexto de uma anistia que sequer seria pautada por um líder da Câmara como Hugo Motta, que rompeu com líderes do PT e do PL após atritos sobre projetos de lei, reorganizando um bloco parlamentar de 275 deputados com siglas como União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB/Cidadania e Podemos – um movimento que isola extremos, mas covardemente não cumpre promessas anteriores, com escândalos familiares que facilmente poderiam servir de coação e chantagem de outro poder ao abrir gavetas mal guardadas. Um presidente da Câmara fraco que pode ser coagido é garantia de não haver independência entre os Poderes.

 

V. O Bloco de Mota: Isolamento ou Oportunidade?

 

Hugo Motta forma um bloco de 275 deputados, isolando PT e PL, com siglas como União Brasil, PP, PSD, Republicanos e MDB. Isso expõe o Centrão se reorganizando, mas também a anistia como mera ilusão – sem efeito real, só retórica para engajar bases. Aqui, a Coordenação vence: enquanto uns se dividem, outros unem forças para ditar o jogo. Precisamos aprender – Massa sem estratégia é só barulho, Energia sem foco é fútil. Considerando os protagonistas como participantes egoístas e não cooperativos – Eduardo Bolsonaro priorizando ataques pessoais; Tarcísio de Freitas focando em sua imagem moderada; o PL de Valdemar da Costa Neto buscando maximizar cadeiras para fundo partidário e tempo de TV; e os partidos do Centrão (PP, Republicanos, MDB, PSD, União Brasil) negociando alianças oportunistas –, vemos um Equilíbrio de Nash onde cada um escolhe o melhor para si, levando a um resultado subótimo para a direita como um todo. Em um jogo de soma zero, o ganho de um partido em deputados federais significa perda para outros, incentivando a não cooperação e fragmentando esforços coletivos.

 

VI. Ameaças no Senado: Alcolumbre versus Messias

 

Alcolumbre ameaça barrar Jorge Messias no STF, cogitando votação relâmpago com 60 votos contra, em retaliação ao governo Lula. Isso expõe a sinuca de bico: poderes em guerra aberta, com o Legislativo desafiando o Executivo, e possíveis interferências que fragilizam o equilíbrio institucional. Se a política falisse nesse atrito constante, o STF legislaria no vácuo? E quem garantiria os poderes constituídos, conforme o Artigo 142? Não defendo intervenção militar – cogitá-la sempre foi uma excrescência. Eu sempre defendi o engajamento cívico, de homens e mulheres que amam o Brasil e se organizam como Sociedade Civil Organizada para o enfrentamento político sadio e necessário. Fui punido pela FAB por opiniões nesse sentido, mas o tempo mostrou que estava certo. Se um dia algo assim ocorresse, teria sido porque a sociedade civil falhou em todas as instâncias – e isso não podemos permitir. O elo fraco sistêmico reside nessas tensões: ressaltar as negociações de cargos, as ameaças de rejeição e as alianças oportunistas entre oposição e Alcolumbre pode intensificar o conflito, expondo a fragilidade da harmonia entre poderes.

 

VII. Injustiças que Clamam por Solidariedade

 

Prisões que ignoram histórico de serviço imaculado, como as de generais com décadas de dedicação à pátria, ferem o coração de quem jurou à bandeira. Como oficial da reserva, expresso solidariedade aos militares afetados, reconhecendo seu espírito de corpo e contribuições inestimáveis à nação, sem anuir a qualquer ideal golpista ou suposta intervenção militar, que sempre combati veementemente. Não é sobre lados: é sobre hipocrisia pura, onde crimes contra a democracia seriam punidos com rigor seletivo, enquanto corrupção sistêmica prosseguiria impune. Sinto isso na alma – como oficial, vi o Brasil sangrar por divisões evitáveis. Hora de unir Energia para combater isso com ações legais, cívicas e coordenadas, despertando a sociedade para questionar tais desequilíbrios e fomentar uma reflexão coletiva sobre justiça verdadeira.

 

VIII. A Luz no Fim do Túnel: União e Ação

 

A fragmentação pavimenta vitórias alheias, mas o MBF é a luz verdadeira: coordene sua Massa, canalize Energia em workshops temáticos e grupos de ação. Apoiaremos candidatos em 2026 de forma pluripartidária, transformando frustração em movimento patriótico. Imagine um Brasil onde meritocracia com equidade vence o assistencialismo vazio, soberania rejeita submissão externa, e justiça é cega, não seletiva. Toque seu coração: não inflamemos guerras – coordenemos para reconstruir com honra. Evite o dilema do prisioneiro: una-se ao MBF, engaje nas Linhas de Ação Política, Mobilização e Jurídica. Com a Teoria dos Jogos, vemos claro: Massa + Energia + Coordenação = vitória inevitável. Não reclame – organize. Eu estou na linha de frente, pronto para o dever. Pelo Brasil que merecemos, lutemos com honra inabalável. Acredite: depende de nós!

 

Por Mauro Rogerio - Cel Av R1 FAB || Presidente MBF || Moves Strategy || 61 99840 1122

sábado, 8 de noviembre de 2025

*Cassandra Ataca Novamente – A Bolha da IA, o Adiamento do Drex e Ameaças à Soberania Brasileira*

Por *Mauro Rogerio* – Analista Político, Coronel Aviador R1 FAB, Oficial de Estado Maior ECEMAR (Gestão de Guerras), Engenheiro Aeroespacial e Presidente do Movimento Brasil Futuro (MBF)

Imagine um mundo onde decisões econômicas globais são influenciadas por encontros discretos entre líderes, moldando o futuro de nações como o Brasil. Recentemente, o Banco Central anunciou o adiamento da fase 3 do Drex para 2026, reduzindo seu escopo a uma versão mais tímida e focada em garantias de crédito, sem o acesso público esperado. Mas e se isso não for mero acaso? Essa análise explora se o timing coincide com a reunião entre Lula e Trump na Malásia, em 26 de outubro de 2025, durante o ASEAN Summit. Como sempre, o objetivo é fomentar reflexão crítica para uma Reforma Evolutiva do Estado, protegendo nossa soberania. Todas as ideias aqui – do adiamento do Drex à bolha da IA e ameaças às criptos – se conectam logicamente: em uma guerra econômica híbrida, projetos como o Drex representam soberania digital, enquanto bolhas globais como a IA podem desestabilizar mercados, forçando concessões que afetam nossa independência.

1. O Adiamento do Drex: Fatos e Contexto

O Drex, anunciado como o real digital emitido pelo BC, foi projetado para revolucionar transações: mais seguras, eficientes e integradas ao Pix, com potencial para reduzir dependência do dólar em pagamentos internacionais. No entanto, em 4 de novembro de 2025, o BC anunciou o adiamento da fase 3 para 2026, com uma versão "tímida" e restrita. Originalmente, usaria blockchain (tecnologia descentralizada) para tokenização de ativos, mas agora a plataforma _Hyperledger Besu_ será desligada, focando apenas em reconciliação de garantias de crédito entre bancos, cartórios e corretores – sem acesso direto ao público. Relatórios da fase 2, esperados para outubro de 2025, só virão no início de 2026. Essa mudança reflete cautela tecnológica, mas também pressões externas e internas, como resistências políticas (ex: propostas no Congresso para limitar CBDCs) e debates sobre sigilo bancário.

2. A Reunião Lula-Trump na Malásia: O Que Sabemos

Em 26 de outubro de 2025, Lula e Trump se encontraram à margem do ASEAN Summit na Malásia. Trump descreveu o encontro como "bom", e Lula afirmou que Trump "garantiu" negociações para um acordo comercial, com equipes iniciando discussões imediatamente sobre tarifas e sanções. O foco foi em comércio bilateral, com Lula enfatizando que "equipes negociadoras começarão logo" para evitar escaladas.

3. Coincidência ou Conexão? Uma Especulação Satisfatória

Foi coincidência o anúncio do adiamento vir apenas 9 dias após essa reunião? Essa "pulga atrás da orelha" é válida, pois tratativas diplomáticas raramente são transparentes – muitas vezes, acordos são selados em sombras, influenciando políticas internas. Trump, com tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, pode ter pressionado por alinhamentos econômicos, incluindo moderação em projetos como o Drex, que desafiaria o dólar. Sem provas diretas, especulo que o timing sugere uma possível ligação: o Brasil, vulnerável a sanções, pode estar cedendo espaço para soluções digitais americanas, priorizando estabilidade imediata sobre independência. Essa especulação se conecta à desdolarização: em um mundo multipolar, o Drex poderia reduzir dependência do dólar, mas não está claro seu impacto direto no fortalecimento do BRICS, onde o Brasil lidera discussões financeiras em 2025.

4. A Ideia de "Entrega da Soberania" aos EUA: Uma Perspectiva Crítica

Analisando os fatos, vejo indícios que sustentam a preocupação de uma sutil cessão de soberania. O adiamento enfraquece o Drex como ferramenta independente, criando um vácuo que favorece stablecoins privadas como USDT (Tether), atreladas ao dólar e emitidas por empresas dos EUA. Com mais de US$ 120 bilhões em circulação global, o USDT domina transações digitais, e o atraso no Drex pode incentivar a adoção de estruturas tokenizadas estrangeiras, *integrando o Brasil a um ecossistema controlado por Washington*. Isso se alinha à desdolarização global: enquanto o BRICS avança com yuans e ouro, os EUA promovem seu CBDC (dólar digital) para manter hegemonia via tokenização. No Brasil, dependente de exportações em dólar, um Drex fraco nos torna vulneráveis a sanções ou manipulações – uma priorização lógica de estabilidade de curto prazo sobre independência estratégica, que questiono como uma "entrega" velada.

Diante disso, integro a análise sobre a bolha da IA, que amplifica esses riscos em um contexto de guerra econômica global, onde projetos soberanos como o Drex são alvos potenciais.

5. Quem é a "Cassandra" e Por Que Sua Previsão Importa?

A "Cassandra" a que me refiro é Michael Burry, um investidor americano formado em medicina, que ganhou fama por prever crises financeiras que ninguém via chegando. Ele inspirou o filme "A Grande Aposta", onde apostou contra o mercado imobiliário em 2008 e lucrou bilhões no colapso. Seu apelido vem da mitologia grega: Cassandra alertava sobre desastres, mas era desconsiderada até ser tarde. Burry tem histórico impecável – previu a bolha da internet em 2000, a crise da COVID em 2020 e distorções econômicas.

Em 2025, essa "Cassandra" ataca novamente: investiu mais de US$ 1,1 bilhão – 80% de seu patrimônio – prevendo uma queda brusca no setor de IA. Ele comprou opções de venda contra gigantes como Nvidia e Palantir, vendo a euforia atual como insustentável. Sua convicção arrisca tudo, mas baseado em acertos passados, merece atenção: ele identifica repetições de padrões que levaram a colapsos globais, conectando-se à desestabilização que poderia forçar concessões como no Drex.

6. Identificando a Bolha e a Psicologia por Trás Dela: Uma Explicação Simples para Leigos

Vamos mergulhar no coração do problema de forma cativante: uma bolha financeira surge quando preços sobem além do valor real, impulsionados por empolgação coletiva. Na IA, observe o "múltiplo de lucros" (P/L): quantas vezes o lucro anual você paga por uma ação. Mercados saudáveis ficam em 20 vezes – recuperação em 20 anos.

Atualmente, Nvidia negocia a 54 vezes seus lucros; Palantir, a 449 vezes! Isso exige crescimento irreal. Gastos em IA explodiram para US$ 200 bilhões em 2025 (aumento de 120%), mas produtividade ganha menos de 20%. É empolgação sem base sólida, que poderia amplificar crises digitais como o adiamento do Drex.

Mas por que caímos nessa? A psicologia das massas explica: em grupo, seguimos o "efeito manada" – se todos compram, parece seguro, ignorando riscos via FOMO (Fear Of Missing Out, ou medo de ficar de fora, aquela sensação ansiosa de perder uma oportunidade imperdível, como investir em algo "quente" só porque todo mundo está falando). Históricos: Tulipmania (1637) – tulipas valiam casas até o colapso. Bolha do Mar do Sul (1720) – promessas falsas ruíram economias. Bolha da internet (2000) – "pontocom" evaporaram trilhões. Humanos confundem narrativa com realidade; na IA, promessas cegam para custos como energia (1% global até 2027). Essa psicologia liga à especulação sobre concessões soberanas, onde hype global mascara riscos reais, levando a decisões precipitadas que afetam nações inteiras.

7. O Projeto Stargate e a Bolha da IA como Ameaça às Criptomoedas: Uma Jornada Imersiva pelos Riscos Globais

Agora, imagine-se no epicentro de uma corrida tecnológica que promete mudar o mundo, mas carrega sementes de caos. No centro dessa bolha está o Projeto Stargate, uma iniciativa ambiciosa anunciada pelo presidente Trump em janeiro de 2025. Trata-se de uma parceria entre gigantes como OpenAI (criadora do ChatGPT), Oracle (especialista em bancos de dados) e SoftBank (investidor japonês), com a meta audaciosa de investir até US$ 500 bilhões até 2029 em infraestrutura de IA. Começando com US$ 100 bilhões imediatos, o foco é construir data centers colossais – como os planejados no Texas e na América Latina – para criar supercomputadores capazes de processar trilhões de dados por segundo. Pense nisso como erguer cidades digitais inteiras, alimentadas por energia equivalente ao consumo de metrópoles, tudo para avanços em saúde (vacinas personalizadas em horas), economia e defesa estratégica contra rivais como a China.

Recentemente, em setembro de 2025, anunciaram cinco novos sites nos EUA, totalizando 5,5 gigawatts de capacidade – o dobro do que San Francisco usa diariamente. Bancos globais já emprestaram US$ 18 bilhões só para um data center no Novo México, mostrando o ritmo frenético dessa empreitada. Mas aqui reside o perigo: Stargate não é só inovação; ele alimenta a bolha da IA ao criar um hype imenso, inflando ações de empresas como Nvidia (fornecedora de chips essenciais) e Palantir (especialista em análise de dados). Se os retornos prometidos não se materializarem – devido a custos astronômicos de energia, baixa produtividade real ou simplesmente uma saturação do mercado –, o colapso pode ser global, ecoando crises passadas onde empolgação virou ruína.

E isso nos leva a uma ameaça direta: a bolha da IA representa um risco real às criptomoedas. Muitas criptos, como tokens ligados a projetos de IA (por exemplo, aqueles que usam machine learning para gerar NFTs ou otimizar blockchains), surfam nessa onda de hype. Se a bolha estourar – com quedas bruscas em ações como Nvidia e Palantir –, a liquidez global seca de repente, levando a vendas em massa de ativos de risco, incluindo Bitcoin e altcoins. Lembre-se da correção de 2022, quando o mercado crypto despencou 70% em meses. No Brasil, onde as criptos são populares como hedge contra inflação, um colapso assim pode evaporar poupanças de famílias comuns, ampliando desigualdades. Proteja-se diversificando para opções mais estáveis como ouro físico ou ativos reais, e evite o FOMO – Fear Of Missing Out, aquela urgência irracional de investir só para não "ficar de fora" do próximo grande hit, que muitas vezes leva a perdas desnecessárias.

Essa conexão é lógica: Stargate, ao impulsionar a IA, reforça a hegemonia americana no digital, pressionando nações como o Brasil a alinhar seus projetos (como o Drex) ou enfrentar isolamento econômico.

8. Revelando o Oculto: Moedas Digitais, USDT e o Plano para o Dólar Digital

Por trás da IA, há uma camada oculta: a transição para moedas digitais, que os EUA planejam usar para combater a desdolarização (perda de influência do dólar, com reservas globais caindo para 57,7%). Stablecoins como USDT (Tether), uma criptomoeda atrelada ao dólar, dominam o mercado: em 2025, USDT tem mais de US$ 120 bilhões em circulação, usada para transações rápidas sem bancos tradicionais. Mas há riscos – USDT é criticado por falta de transparência em reservas, podendo desestabilizar se houver pânico.

Os EUA avançam com o CBDC (Moeda Digital de Banco Central), um "dólar digital" emitido pelo Federal Reserve. Diferente de criptos como Bitcoin (descentralizadas), o CBDC é controlado pelo governo, permitindo rastreio total de transações. Planos incluem integração com mercados via tokenização: transformar ativos reais (imóveis, ações) em tokens digitais, vinculando tudo ao dólar digital. Em 2025, testes com FedNow (sistema de pagamentos instantâneos) avançam, e leis como o GENIUS Act propõem regular stablecoins para alinhá-los ao CBDC.

O objetivo oculto? Manter o dólar como reserva global, mesmo com BRICS usando yuans e ouro. Se a bolha de IA estourar, o CBDC é "salvação": governos injetam dinheiro digital, mas com controle – programando gastos (ex: expira em 30 dias) ou rastreando dissidentes. No Brasil, isso ameaça soberania: dependemos de exportações em dólar, mas uma crise global pode forçar adesão a esse sistema, ligando ao adiamento do Drex como possível concessão.

9. Impactos no Brasil e Como Se Proteger

O Brasil, como exportador de commodities (soja, minérios), sente o impacto indireto: uma bolha de IA estourando causa recessão global, reduzindo demanda por nossos produtos. Em 2025, investimentos em IA aqui crescem (fintechs, agritech), mas dependem de tech americana – colapso pode cortar funding, afetando empregos em SP e RJ. Desdolarização piora: com dólar fraco, inflação sobe (importamos tech cara), e tarifas de Trump (50% em produtos brasileiros) já pressionam.

Para proteger-se:
- Diversifique ativos: Invista em ouro ou ativos reais (terras, commodities) como hedge contra inflação.
- Educação financeira: Aprenda sobre múltiplos de lucros para evitar hypes; foque em empresas com lucros reais.
- Poupança inteligente: Mantenha reservas em moedas estáveis, evite dívidas altas.
- Comunidade e ação cívica: Junte-se a grupos como o MBF para pressionar por reformas evolutivas, promovendo soberania econômica.

10. Conclusão: O Chamado para a Ação – Depende de Nós!

Reflita sobre essa Red Pill: adiamentos como o Drex e bolhas como a IA testam nossa soberania. Não é teoria; é realidade que afeta seu bolso e futuro. Imagine um Brasil soberano, liderando com inovação ética – mas exige ação.

O que fazer? Questione narrativas, exija transparência do BC. Proteja patrimônio diversificando, mas una-se ao MBF para reformas evolutivas. Não fique inerte à hipocrisia; marche pacificamente por ética e _res pública_. Juntos, transformamos desafios em legado para gerações. O futuro nos chama – responda com brio e entusiasmo! Acredite, depende de nós! 🇧🇷

MOVES Strategy | +55 61 99840-1122 | movesbrazil@gmail.com

Por *Mauro Rogerio* – Analista Político, Coronel Aviador R1 FAB, Oficial de Estado Maior ECEMAR (Gestão de Guerras), Engenheiro Aeroespacial e Presidente do Movimento Brasil Futuro (MBF)

domingo, 21 de junio de 2015

A corrupção no Brasil. Uma maldição, herança ou as duas?


Porque executivos tão bem remunerados e políticos com carreiras promissoras estão envolvidos em escândalos de corrupção?

Acompanhando os casos de corrupção que estão sendo investigados pelo Ministério Público no Paraná, especificamente os relacionados a Petrobras e o mais recente na FIFA, envolvendo países da América Latina, fico pensando, o que nós, como sociedade, estamos fazendo errado?

Os investigados têm um alto nível de educação, inteligência e capacidade desejáveis para chegar a ocupar cargos tão importantes em empresas grandes (Petrobras, as maiores construtoras do Brasil, FIFA, CBF, etc). Esses fatos deixam dúvidas sobre a teoria de  que  a delinquência está diretamente relacionada com a necessidade e a pobreza.

Ouvi a declaração do Pedro Barusko na CPI, contando sua experiência de que no começo, era uma emoção incrível ter acesso a todo aquele dinheiro. Chegou a um ponto em que era tanto dinheiro que não sabia o que fazez. No fim, começou a sentir muito medo de ser descoberto.

De forma semelhante, vi pela televisão, um alto executivo da Camargo Correa na CPI declarando que ele não se sentia confortável com todo o dano que havia feito à sua família e lágrimas sinceras (aparentemente) rolavam pelo seu rosto. Ele comentava que, quando entrou, nunca viu o esquema como corrupto, ele só deu continuidade ao que já estava funcionando.

O que está errado com a sociedade brasileira que não nos permite progredir? Para onde está indo todo o dinheiro que é arrecadado em impostos no Brasil? Embora todos fossem funcionários muito bem remunerados, mas que não souberam dizer não à corrupção.

Muitos fatores convergem para que a corrução continue ativa na nossa sociedade. Entre eles saliento:

1)    A formação deficiente de valores em nossos lares. Quando nossos pais nos abriram os olhos para as consequências de um ato delitivo relacionado com corrupção? O pai ou a mãe que vêm o filho chegando da escola com um lápis/borracha/brinquedo e não se preocupa em saber a origem, estão contribuindo para que o filho pense que o que fez está correto. E não existe roubo pequeno ou grande, todos são roubos e não podem ser tolerados, sejam de uma borracha/lápis a um rombo de milhões, igualmente devem ser corregidos. Tolerar o pequeno ato ilítico é abrir uma porta para o grande.

2)    Reforço da educação moral e de valores nas escolas totalmente esquecido;

3)    Falta ensinar nas universidades o código de conduta nos negócios e na profissão;

4)    Falta treinamento e aceitação, por escrito, de código de conduta quando começam a trabalhar numa empresa brasileira, pública ou privada;

5)    Falta de punição forte e séria (crime inafiançável) para os corruptos. Julgados e condenados sem direito a redução de pena.

A Operação Lava Jato, como há sido chamada a investigação do escândalo de corrupção da Petrobras, que se estende a muitas outras instituições públicas no Brasil, deve ser levada a serio por todos nós. Os corruptos, da mesma forma que em países como Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Canada, devem ser punidos, sem misericórdia, para que muitos que ainda estão atuando similarmente possam refletir e se arrepender, porque nunca é tarde para começar a andar pelas sendas de retidão. O povo brasileiro tem mostrado ao Juiz Sergio Moro que o apoiam incondicionalmente na investigação, julgamento e punição dos culpados.  E  todos os brasileiros devemos estar de olho na atuação do STF que em ultima instância, serão os que dirão a última palavra, em apelação nas decisões do Juiz Sergio Moro.

A tolerância para a corrupção deve ser zero. Nosso país não pode continuar no caminho do desenvolvimento sem que os fundos tão competentemente arrecadados pela Receita Federal, tenham o destino correto de ser revertidos em favor de todos os brasileiros. Essa é a diferença entre o Brasil e o Canadá, por exemplo. No Canadá, cada centavo arrecadado tem um fim específico relacionado com o bem-estar da população.

Ainda há esperança, retomemos o caminho da ética e de los valores. Eduquemos nossos filhos para que possam sim, desempenhar altos cargos, ser muito bem remunerados, mas que tomem decisões, com sabedoria, para conter sua ambição de riqueza fácil e servir o país por longos anos. Afinal, segundo a Biblia, todo dinheiro não obtido do suor proprio, será amaldiçoado. Assim não teremos mais lágrimas na CPI, não teremos executivos e políticos nas cadeias, e finalmente, os fundos dos nossos impostos tenham destino correto, permitindo nossos povos saírem da miséria.